quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Impeachment de Dilma é traição da democracia, diz jornal mexicano.


América Latina

Impeachment de Dilma é traição da democracia, diz jornal mexicano


Edilson Rodrigues/Agência Senado
Cárdenas afirma que o objetivo do impeachment, encabeçado pelo presidente interino, Michel Temer, é buscar “proteção”Cárdenas afirma que o objetivo do impeachment, encabeçado pelo presidente interino, Michel Temer, é buscar “proteção”
O texto, assinado pelo ex-dirigente do PRD (Partido da Revolução Democrática), Cuauhtémoc Cárdenas, diz que o possível afastamento definitivo da mandatária brasileira representa um “crime de traição”.

“Estamos a horas de que se consume um crime: a imposição da traição sobre a lealdade, a ilegitimidade sobre o direito, a corrupção sobre a honradez, a delinquência sobre a honorabilidade, que isso e mais representam a destituição de Dilma Rousseff como presidente constitucional do Brasil”, diz o artigo.

Nesse sentido, Cárdenas cita o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, “que trai sua própria história e trai a si mesmo no que foi e no que pode ser de bom para seu povo e para o solo em que nasceu”.

Segundo o texto, “esse novo crime contra a democracia e o direito” ocorre com “complacência” da comunidade internacional e, com exceções, os governos da América Latina observam a situação “com passividade”, “sem ver que, diante de qualquer desagrado que provoquem ao império, pode lhes ocorrer algo semelhante”.

O artigo comenta também as acusações de supostas irregularidades cometidas pelo governo de Dilma, “prática a que recorreram mais de uma centena de vezes governos anteriores”.

Cárdenas afirma que o objetivo do impeachment, encabeçado pelo presidente interino, Michel Temer, é buscar “proteção” para que figuras políticas não tenham seus atos de corrupção investigados.

O autor do artigo presta também solidariedade a Dilma e ao povo brasileiro, “que está buscando que não acabe por se romper a legalidade com os recursos que lhes outorga sua Constituição, suas leis e suas experiências de práticas democráticas e pacíficas”.

“A quem em nossos países aspira a transformações progressistas e democráticas por meios similares, nos corresponde brindar a mais ampla solidariedade a Dilma Rousseff e a quem luta com ela no Brasil pela recuperação do caminho da democracia, único que pode conduzir a um progresso sustentável e estável.”

O Senado brasileiro realizará, nesta quarta-feira (31), a sessão final de julgamento sobre o processo de impeachment de Dilma, que poderá ser afastada da Presidência de forma definitiva.
 

Fonte: Opera Mundi

    Equador vai retirar embaixador do Brasil.

    América Latina

    Equador vai retirar embaixador do Brasil


    “Jamais perdoaremos estas práticas que nos recordam as horas mais obscuras de nossa América”, afirmou o presidente do Equador“Jamais perdoaremos estas práticas que nos recordam as horas mais obscuras de nossa América”, afirmou o presidente do Equador
    Correa lamentou a destituição da presidenta e afirmou que “jamais perdoará estas práticas que nos recordam as horas mais obscuras de nossa América”.

    Em outra mensagem, enviou solidariedade a Dilma, Lula e a todo o povo brasileiro. Encerrou com a frase de Ernesto Che Guevara: “Até a vitória, sempre!”.

    O chefe de Estado do Equador não havia falado sobre o impeachment nos últimos dias, durante o processo, mas foi o primeiro a se pronunciar assim que o golpe foi consolidado. Qualificou como “uma apologia ao abuso e à traição”.

    *Matéria atualizada às 18h20
     

    Do Portal Vermelho, Mariana Serafini

    Cuba rechaça golpe no Brasil e se solidariza com povo brasileiro.

    América Latina

    Cuba rechaça golpe no Brasil e se solidariza com povo brasileiro


    Presidência da República
    O governo de Cuba enviou solidariedade à presidenta legítima Dilma RousseffO governo de Cuba enviou solidariedade à presidenta legítima Dilma Rousseff
    No documento, a ilha comunista destaca os avanços sociais obtidos durante os governos de Lula e Dilma. Além de enfatizar a postura internacionalista do Brasil que se impôs no mundo com um país voltado ao diálogo e à conciliação.

    Leia a nota na íntegra:

    O governo revolucionário da República de Cuba rechaça energicamente o golpe de Estado parlamentar-judicial que foi consumado contra a presidenta Dilma Rousseff.

    A separação do governo da presidenta, sem que se apresentasse nenhuma evidência de crimes de corrupção, nem crimes de responsabilidade, e com ela o PT e outras forças de esquerda aliadas, constitui um ato de desacato à vontade soberana do povo que a elegeu.

    Durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, foi impulsionado um modelo econômico-social que permitiu ao Brasil dar um salto em seu crescimento produtivo com inclusão social, a defesa de seus recursos naturais, a geração de emprego, o combate à pobreza, a retirada da miséria de mais de 35 milhões de brasileiros que viviam em condições desumanas e a elevação de poder econômico de outros 40 milhões, a ampliação das oportunidades na educação e a saúde do povo, incluindo setores até então marginalizados.

    Neste período, o Brasil tem sido um ativo impulsor da integração latino-americana e caribenha. A derrota do Acordo de Livre Comércio para as Américas (Alca), a convocatória da Cúpula da América Latina e Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (Calc) que levou à posterior criação da Celac, e a constituição da Unasul, são acontecimentos transcendentais na história mais recente da região que demonstram o protagonismo deste país.

    Além disso, sua projeção às nações do Terceiro Mundo, em especial da África; sua ativa participação no Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e seu desempenho no marco da Organização das Nações Unidos, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial do Comércio, entre outras, constituem um reconhecimento às sua liderança internacional.

    Merece elogio também o trabalho brasileiro sob os governos do PT em temas cruciais da situação internacional em defesa da paz, do desenvolvimento, o meio ambiente e programas contra a fome.
    São amplamente conhecidos os esforços de Lula e Dilma para reformar o sistema político e ordenar o financiamento de partidos e suas campanhas, assim como o apoio às investigações contra a corrupção que foram abertas e a independência das instituições encarregadas delas.

    As forças que agora exercem o poder anunciaram medidas privatizadoras sobre as reservas petrolíferas em águas profundas e cortes aos programas sociais. Igualmente, começam uma política exterior que privilegia as relações com os grandes centros de poder internacionais. Poucos dos que julgaram a presidenta não estão sob investigação por atos de corrupção.

    O ocorrido no Brasil é outra expressão da ofensiva do imperialismo e a oligarquia contra os governos revolucionários e progressistas de América Latina e Caribe que ameaça a paz e a estabilidade das nações, contrariando o espírito e a letra da proclamação da América Latina e o Caribe como Zona de Paz, firmadas na 2ª Cúpula da Celac em janeiro de 2014, em Havana, pelos chefes de Estado e governo da região.

    Cuba ratifica sua solidariedade com a presidenta Dilma e com o companheiro Lula, com o Partido dos Trabalhadores, e expressa sua confiança de que o povo brasileiro defenderá as conquistas sociais alcançadas, e será oposição determinada às políticas neoliberais que tentam impor e à exploração dos recursos naturais.

    Havana, 31 de agosto de 2016


    Do Portal Vermelho
    Tradução: Mariana Serafini

      Venezuela vai suspender relações com governo ilegítimo do Brasil.

      América Latina

      Venezuela vai suspender relações com governo ilegítimo do Brasil


      Presidência Venezuela
      A Venezuela vai buscar formas de ajudar o povo brasileiroA Venezuela vai buscar formas de ajudar o povo brasileiro
      Em nota oficial o governo anunciou que vai “congelar as relações políticas e diplomáticas com o governo resultante deste golpe parlamentar”. Além disso, o embaixador venezuelano no Brasil vai voltar à Venezuela. O país de Nicolás Maduro também se dispõe a desenvolver um “conjunto de consultas para apoiar o povo” do Brasil.

      No documento, a Venezuela denuncia que as “oligarquias políticas e empresariais, que em aliança com fatores imperialistas, consumaram o golpe de Estado contra a presidenta Dilma Rousseff, recorreram a artimanhas anti-jurídicas sob o formato de crime sem responsabilidade para chegar ao poder pela única via que é a possível: a fraude e a imoralidade”.

      Por isso, a Venezuela “expressa sua solidariedade com a presidenta Dilma Rousseff, com os milhões de mulheres e homens que mediante voto direto e secreto elegeram a presidenta. Foi executada uma traição histórica contra o povo do Brasil e um atentado contra a integridade da presidenta mais honesta em exercício da presidência da República Federativa do Brasil”.

      A nota denuncia que o golpe no Brasil integra um plano maior do imperialismo norte-americano de atentar contra os processos “populares, progressistas, nacionalistas e de esquerda”. Cujo único objetivo é “restaurar os modelos neoliberais de exclusão social e espoliação de nossas riquezas naturais que trazem consigo pobreza e atraso para nossos povos, e acabar com os modelos de genuína democracia e de integração unitária da região alcançados pelos presidentes Hugo Chávez, Néstor Kirchner, Lula, Evo Morales, Tabaré Vázquez e Rafael Correa.


      Do Portal Vermelho

        Thierry Meyssan: Para Londres, a propaganda é uma arte.

        Brasil

        Thierry Meyssan: Para Londres, a propaganda é uma arte


        A imprensa ocidental é variada, mas não é pluralista: todos os grandes jornais de 20 de Agosto publicaram uma e a mesma fotografiaA imprensa ocidental é variada, mas não é pluralista: todos os grandes jornais de 20 de Agosto publicaram uma e a mesma fotografia
        Como em todas as guerras, esta contra a Síria dá lugar a uma avalanche de propaganda. E o argumento das crianças dá sempre resultado.

        Assim, no início da guerra, o Catar queria demonstrar que a República, longe de servir o interesse geral, desprezava o povo. A petro-ditadura difundiu, então, através do seu canal de televisão Al-Jazira, a lenda das crianças de Deraa, torturadas pela polícia. Para ilustrar a crueldade do seu adversário, o Catar precisou que lhes haviam arrancado as unhas. É claro, apesar das suas pesquisas, nenhum jornalista encontrou o mínimo traço destas crianças. A BBC bem difundiu a entrevista de duas, mas elas tinham as unhas intactas.

        Como a mistificação não era verificável, o Catar lançou uma nova história: a de uma criança, de Hamza, Ali Al-Khatib (13 anos), que teria sido torturado e castrado pela polícia do "regime". Desta vez, dispunham de uma imagem de prova. Toda a gente podia observar nela um corpo sem sexo. Azar! A autópsia demonstrou que o corpo tinha sido mal preservado, que tinha fermentado e inchado. O ventre deformado escondia o sexo da criança, mais um fracasso.

        No final de 2013, os britânicos tomaram a cargo a propaganda de guerra. Eles dispõem de uma longa experiência na matéria, e são considerados como os inventores da moderna propaganda com o Gabinete de Propaganda de Guerra, em ocasião da Primeira Guerra Mundial. Uma das características dos seus métodos é sempre o de ter recorrido a artistas, já que a estética neutraliza o espírito crítico. Em 1914, eles recrutaram os grandes escritores da época –-como Arthur Conan Doyle, H.G. Wells ou Rudyard Kipling— para publicar textos atribuindo crimes imaginários ao inimigo alemão. Depois, eles recrutaram os grandes jornais para espalhar as informações imaginárias dos seus escritores.

        Assim que os norte-americanos assumiram o método britânico, em 1917, com o Comitê de Informação Público, eles estudaram com mais profundidade os mecanismos de persuasão com a ajuda do jornalista Walter Lippmann e do inventor da publicidade moderna, Edward Bernays (o sobrinho de Sigmund Freud). Mas, convencidos do poder da ciência, eles esqueceram a estética quanto a este assunto.

        No início de 2014, o MI6 britânico criou a empresa Innovative Communications & Strategies(InCoStrat) [Comunicações Inovadoras e Estratégias] à qual se deve, por exemplo, os magníficos logos dos grupos armados, do mais "moderado" ao mais "extremista". Esta empresa, que dispõe de escritórios em Washington e em Istambul, organizou a campanha destinada a convencer os Europeus a acolher 1 milhão de refugiados. Ela realizou a fotografia de Aylan Kurdi, afogado numa praia turca, e conseguiu em dois dias fazê-la publicar, como manchete, nos principais jornais do Ocidente, em todos os países da Otan e do Conselho de Cooperação do Golfo.

        Como eu tinha salientado que um corpo não pode ser rejeitado pelo mar perpendicularmente às ondas, o fotógrafo explicou, depois do golpe, ter deslocado o cadáver devido às exigências da foto.

        Esta foto do menino Omran Daqneesh (de 5 anos), numa ambulância em Alepo Oriental, é, além disso, acompanhada de um vídeo. Os dois meios permitem atingir tanto a imprensa escrita como as televisões. A cena é tão dramática que uma apresentadora da CNN não resistiu a chorar, ao vivo, ao vê-la. É claro, quando se reflete a propósito, observa-se que a criança não é cuidada por socorristas, que lhe providenciem os primeiros socorros, mas, sim, por figurantes (os "White Helmets") que o sentam em frente à teleobjetiva.

        Os realizadores britânicos não se importam com a criança que só lhes interessa para realizar as suas imagens. De acordo com a Associated Press, a fotografia foi tirada por Mahmoud Raslan, o qual vemos também no vídeo. Ora, segundo a sua conta do Facebook este homem é um membro de Harakat Nour al-Din al-Zenki (grupo apoiado pela CIA, que lhe forneceu mísseis antitanque BGM-71 TOW). Sempre segundo a sua conta do Facebook, e confirmado por um outro vídeo, foi ele pessoalmente quem, a 19 de julho de 2016, degolou uma criança palestina, Abdullah Tayseer Al Issa (de 12 anos).

        As leis europeias enquadram de forma estrita o papel de crianças na publicidade. Manifestamente, estas não se aplicam à propaganda de guerra.

        Fonte: Rede Voltaire. Tradução: Alva

        The Guardian: mulheres lutam contra o impeachment sexista de Dilma.

        Mundo

        The Guardian: mulheres lutam contra o impeachment sexista de Dilma 

        Zuma Wire/Rex Shutterstock
          

        No entanto, quase todas as feministas concordam que seu impeachment foi sexista e discriminatório. Não apenas existem muitos políticos do sexo masculino que praticaram as tais pedaladas fiscais anteriormente – uso de recursos de bancos públicos para financiar programas sociais federais ou estaduais - aparentemente, sem quaisquer consequências, mas aqueles que votaram em seu impeachment estão sendo investigados por corrupção para ganho pessoal. Embora auditores independentes tenham descoberto que Rousseff não teve nenhuma participação nas pedaladas fiscais.

        Desde o impeachment de Rousseff, milhares de mulheres em todo o Brasil se reuniram para expressar solidariedade com ela. Novos movimentos, como Mulheres Pela Democracia, surgiram, mulheres marcharam em protesto e até mesmo enviaram cartas para Rousseff, uma demonstração de empatia com a injustiça de sua expulsão e um alerta para as implicações futuras disso.

        O congresso mais conservador desde o fim da ditadura militar no Brasil é agora responsável por um golpe político e por ataques crescentes aos direitos das mulheres.

        Antes mesmo do impeachment, os políticos já haviam passado uma série de propostas desbastando os direitos das mulheres, incluindo um projeto de lei para definir a personalidade a partir do momento da concepção, e outra para definir a "família" na constituição como a união de um homem, uma mulher e seus filhos. Além disso, foram introduzidas formas de proibir a discussão de gênero no Plano Nacional de Educação e para criminalizar o aborto legal de vítimas de estupro. Houve ainda movimentos para fazer com que seja difícil acessar a contracepção de emergência e para aumentar a pena para o aborto.

        Ao mesmo tempo, nenhum dos velhos problemas foi embora: a violência contra as mulheres ainda é endêmica e há uma aceitação generalizada da violência sexual na sociedade. Mais de 1 milhão de mulheres se submetem a abortos ilegais a cada ano.

        No entanto, as mulheres têm lutado em números muito maiores e com vigor renovado. Em outubro do ano passado, durante o que foi apelidado de "spring feminista" do Brasil (Primavera das Mulheres), centenas de milhares de mulheres protestaram nas ruas e através das mídias sociais contra a violência sexual, pedofilia e as leis sexistas que visam limitar os seus direitos reprodutivos.

        Mulheres e meninas mais jovens estão usando as mídias sociais e a tecnologia para se informar, debater e mobilizar. Elas declararam o seu apoio ao feminismo através de campanhas como: #MeuPrimeiroAssedio e #ForaCunha, que visam suprimir o político Eduardo Cunha.

        No mês passado, centenas de milhares de mulheres unidas em todo o Brasil e na Argentina sob a bandeira: Por Todas Elas (para todas as mulheres), protestaram contra a cultura do estupro, depois que 33 homens estupraram uma menina de 16 anos de idade, no Rio de Janeiro.

        Entre outubro de 2015 e janeiro 2016, a busca pela palavra "feminismo" no Google no Brasil aumentou 86%. Mais mulheres começaram a identificar-se como feminista, e até mesmo começou a utilização de um novo vocabulário, como a palavra "sororidade" - que não existe nos dicionários brasileiros e era praticamente desconhecida até 2015 - para descrever a solidariedade com outras mulheres.

        Infelizmente, apesar do aumento da mobilização feminista, a situação ainda é sombria. O novo governo de Michel Temer tem regredido em termos de direitos das mulheres e das minorias e grupos indígenas. Sob a sua administração toda branca, toda de homens, os políticos estão tentando minar a Lei Maria da Penha, que foi uma vitória histórica na luta pela diminuição da violência doméstica e apoio as vítimas.

        No entanto, o insulto final para as mulheres foi a nomeação da conservadora Fátima Pelaes como secretária de políticas para as mulheres. Pelaes já havia declarado que ela não aceita o aborto como uma opção legal para as mulheres que foram estupradas. Talvez não seja surpresa saber que desde que o governo interino assumiu o poder, o Fórum Econômico Mundial calculou que o país caiu no seu ranking da igualdade da posição 85, em 2015, para o número 107.

        Em um ensaio, o golpe Patriarcal, Maria Betânia Ávila, socióloga, pesquisadora do SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia, e membro da Articulação de Mulheres Brasileiras, escreve: "O movimento feminista [no Brasil] está mostrando a sua capacidade de resistência e mobilização em defesa do mandato da primeira mulher presidente democraticamente eleita e pela legalidade democrática. Este é um confronto com o patriarcado, com chauvinistas masculinos e neoliberais ".

        Em meio aos gritos de "Fora, Temer!", as feministas estão lembrando da necessidade de restabelecer Rousseff para assegurar que os futuros governos implementem reformas e políticas públicas que garantam os direitos humanos e a dignidade social e de combate à desigualdade. E pretendem continuar a gritar: "Sem as mulheres, não há democracia. Sem feminismo, não há democracia. "


          Rússia expressa preocupação com operação militar turca na Síria.

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          Rússia expressa preocupação com operação militar turca na Síria
          Muro na fronteira entre a Turquia e SíriaMuro na fronteira entre a Turquia e Síria
          O ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, através de um telefonema, informou Lavrov sobre o andamento da operação para libertar a cidade síria de Jarablus do grupo terrorista Estado Islâmico.

          "As partes trocaram opiniões sobre a situação na Síria. Lavrov expressou preocupação de Moscou sobre as ações por parte do exército turco e as unidades de oposição apoiadas por Ancara no norte da Síria, e o seu potencial impacto sobre os esforços de paz no conflito sírio", disse o ministério em um comunicado.

          Em 24 de agosto, Ancara anunciou que as forças turcas, apoiadas por aeronaves da coalizão liderada pelos Estados Unidos, começaram uma operação militar para libertar Jarablus do Estado Islâmico.

          Curdos sírios e Damasco acusam Ancara de violar a integridade territorial do país. Depois de recapturar a cidade, as tropas turcas começaram a bombardear as forças curdas localizadas ao sul da cidade.

          Autoridades dos EUA pediram à Turquia e ao grupo curdo YPG para se concentrarem na luta contra o Estado islâmico, e não no combate entre si.


          Fonte: Sputnik