quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Leandra Leal encara golpistas: “a resposta virá de novo nas urnas.

Cultura

Leandra Leal encara golpistas: “a resposta virá de novo nas urnas”


Divulgação
Atacada com argumentos rasos sobre a Lei Rouanet, a atriz rebateu: “Minha ideologia não está à venda”Atacada com argumentos rasos sobre a Lei Rouanet, a atriz rebateu: “Minha ideologia não está à venda”
“Estou extremamente triste e decepcionada com essa farsa. Feliz é aquele que acredita que isso foi justo, que isso não é um golpe”, disse a atriz.

Imediatamente ela foi atacada por internautas que, aparentemente, apoiam o golpe. Acusada de “vendida” com associações errôneas sobre a Lei Rouanet, a atriz respondeu às ofensas e manteve sua posição antigolpe.

“Se você acha que artista que é contra o golpe foi comprado pela Lei Rouanet: 1º - Fora Temer, 2º - Pesquise a Lei, 3º - Minha ideologia não está à venda”, afirmou.

Decepcionada com o resultado da votação do Senado que destitui Dilma da Presidência da República, Leandra afirmou que “a resposta virá de novo nas urnas”.
 

Do Portal Vermelho

    Golpe no Brasil é uma agressão aos povos e nações da América Latina.

    Brasil

    Golpe no Brasil é uma agressão aos povos e nações da América Latina


    Reprodução
      
    No encerramento, foi aprovada por aclamação uma moção de solidariedade ao povo brasileiro e de dura condenação ao golpe de Estado. Do Brasil participaram o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Conheça abaixo à integra do documento.


    Leia a seguir a Moção de Solidariedade ao Povo Brasileiro, à presidenta Dilma Rousseff, ao PT e ao PCdoB

    Os Partidos Comunistas e Revolucionários reunidos em Lima, Peru, manifestam plena solidariedade ao povo brasileiro, a presidenta legítima, Dilma Rousseff, ao Partido dos Trabalhadores, ao Partido Comunista do Brasil e a todas as forças progressistas do país, no momento em que se realiza o golpe de Estado com caráter antidemocrático, antipopular e antinacional.

    Este golpe pretende liquidar as conquistas democráticas, sociais e nacionais que o povo brasileiro obteve com a vigência, durante 13 anos, de governos progressistas de Lula e Dilma. O golpe de Estado no Brasil é parte da estratégia do imperialismo e das classes dominantes brasileiras de monopolizar o poder político como uma condição sine qua non para explorar o povo e saquear a nação.

    As forças golpistas, durante o governo interino e usurpador nos últimos 100 dias, estão executando uma contrarreforma política, uma regressão antidemocrática do Estado brasileiro, a liquidação dos avanços sociais, total abertura ao capital financeiro internacional, o retorno da privatização, a submissão aos ditames do capital monopolista, e tem se comprometido a promover a derrogação das leis que garantem os direitos sociais e trabalhistas, e um retrocesso civilizatório, com ameaças de revogação de direitos civis e direitos humanos. No plano da política exterior, os golpistas estão liquidando as conquistas de uma política independente, que assegurou a integração regional, a solidariedade e a inserção do Brasil no mundo, a partir de uma visão contrária à hegemonia das grandes potências e em defesa da paz mundial.

    O golpe de Estado no Brasil é uma agressão a todos os povos e nações amigas da América Latina, e por isso o condenamos e rechaçamos energicamente.


      O golpe no Brasil significa voltar ao passado, diz Cristina Kirchner.


      Brasil

      O golpe no Brasil significa voltar ao passado, diz Cristina Kirchner


      Divulgação
      Dilma e Cristina foram presidentas durante o mesmo períodoDilma e Cristina foram presidentas durante o mesmo período
      Cristina não hesita em afirmar que as mudanças drásticas de comando tanto no Brasil quanto na Argentina não são simples coincidências. “Qualquer coincidência como que aconteceu e está acontecendo em nosso país não é casualidade. É estratégia dura e pura, sobre a região, contra os governos nacionais, populares e democráticos e sobre seus líderes políticos”, escreveu a ex-presidenta na mensagem.

      Na mensagem enviada a Cristina, Lula falou sobre a “gravíssima situação política e institucional que o Brasil vive”. E deixou a amiga informada sobre os fatos que vem acontecendo no país desde a reeleição de Dilma em 2014. “[os grupos da oposição] bombarderam de maneira sistemática os esforços do governo para definir a política econômica no sentido de resistir ao crescente impacto da crise internacional e recuperar o crescimento sustentável”.

      Em sua mensagem, Lula denunciou que a oposição “criou um clima artificial de beco sem saída politica e institucional, com efeitos profundamente danosos para a vida do país”.

      Na Argentina, Cristina também vem sofrendo constantes ataques da mídia hegemônica, principalmente do grupo Clarín, sobre sua administração.

      O julgamento político de Dilma Rousseff no Senado continua nesta terça-feira (30), a votação dos senadores deve acontecer na quarta-feira (31). Caso o impeachment seja aprovado, a presidenta será destituída do cargo que assumiu pela segunda vez em janeiro de 2015.
       

      Do Portal Vermelho, com informações da Telesur

      No Brasil, um estupro à democracia.

      Brasil

      No Brasil, um estupro à democracia


      Agência Senado
      Mas não é por suas debilidades políticas que os escravocratas do Brasil querem tirar Dilma. É para serem fiéis à cultura de estupro que praticam desde o século 16. Na imagem, Aloysio Nunes (PSDB)Mas não é por suas debilidades políticas que os escravocratas do Brasil querem tirar Dilma. É para serem fiéis à cultura de estupro que praticam desde o século 16. Na imagem, Aloysio Nunes (PSDB)
      Depois de assistir a sessão do Senado contra Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (29), qualquer um pode substituir a palavra “mulher” por “Constituição” e a palavra “negra” por “democracia” e verá que a teoria pode ser aplicada à política sem forçar nada. Nada.

      Os senadores da oposição avançaram um novo capítulo na violação das regras do devido processo. Violaram os direitos políticos de Dilma, que se não houver um milagre perderá a presidência e ficará inabilitada por oito anos para a política. E esmagaram os direitos humanos dos brasileiros: em outubro de 2014 votaram em primeiro se segundo turno por Dilma contra Acécio Neves e lhe deram a vitória. Desde aquela avalanche de 54 milhões de votos até hoje, com um golpe em marcha, passaram menos de dois anos.

      “Agora, a ruptura democrática se dá por meio da violência moral e dos pretextos constitucionais para que ganhe aparência de legitimidade o governo que assume sem o amparo das Urnas”, disse Dilma. “Se invoca a Constituição para que o mundo das aparências encubra hipocritamente o mundo dos fatos”.

      Não se trata de forma, porque na democracia a forma é questão de fundo. Uma constelação integrada pela grande banca internacional, os gigantes das empresas brasileiras, uma parte da Justiça, os megameios, todos os parlamentares do PSDB e a maioria dos legisladores do PMDB trata de construir aparências para violar a Constituição.

      O Brasil não vive sob um regime parlamentarista. Mas o Congresso censura a presidenta que tem mandato até dia 31 de dezembro de 2018.

      Os deputados devem fundamentar suas acusações contra Dilma como acontece em qualquer processo. Mas um deles justificou sua acusação honrando o oficial que torturou a presidenta quando era guerrilheira e outros dedicaram seus votos às mães e aos filhos.

      Tal como denunciaram quatro congressistas diante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, restringiram até o tempo das testemunhas de Dilma. Ou seja, o direito à defesa. Quando foi notificado de que a petição havia chegado à CIDH, o chanceler José Serra disse: “são uns brutos, dirijam-se ao Senado”. Em política internacional a representação é assumida pelo Poder Executivo, não pelo Congresso. Um resumo e o texto completo da petição pode ser lido aqui. Para brutalidades sobre este tema, ou sobre a presidência pró-tempore do Mercosul, consultar Serra.

      No Senado, vários senadores criticaram o desempenho de Dilma no governo. Mas num julgamento político os senadores são juízes, não parlamentares em meio a uma intervenção. Os juízes perguntam e depois sentenciam, não respondem.

      O presidente da Corte Suprema, Ricardo Lewandowski, encarregado de dirigir as sessões do Senado, deixou alegremente que os senadores se esquivassem de seu papel de juízes. Mas corrigiu Dilma: “lhe peço que não fala mais nada sobre o governo interino”, depois que ela fez menções sobre o “governo usurpador” e “golpista”. “A condenação existe provas cabais de que se tenha cometido, dolosamente, um crime de responsabilidade fiscal”, explicou Dilma. “Sem crime, é golpe”, resumiu.

      É equivocado pensar que o julgamento político sem direitos é uma coisa e a política outra. São duas caras da mesma moeda. Para observar o que ocorre no Brasil não precisa de nenhum jornal do futuro. Nenhum jornal de segunda-feira. Como citou a própria Rousseff, Temer já impôs limites de gasto fiscal até 2037 que sequer as políticas sociais poderão perfurar. Seu governo também impulsionou a redução de idade para aposentadoria e a terceirização trabalhista. “Vão precarizar”, anunciou o senador Roberto Requião, um dos poucos do PMDB fieis ao projeto original. “No Brasil não se poderá mais nem nascer, nem trabalhar”.

      A Polícia Federal busca prender Lula, o único do PT em condições de competir as eleições presidenciais de 2018. As polícias militares (que no Brasil são as malditas estaduais) lubrificam cada vez mais o gatilho fácil, ou, como ontem [segunda-feira, 29], reprimem manifestantes em São Paulo. O futuro já chegou.

      Dilma se enganou de interlocutores. Falou aos senadores, não ao povo. Mas não é por suas debilidades políticas que os escravocratas do Brasil querem tirá-la [da presidência]. É para serem fiéis à cultura de estupro que praticam desde o século 16. 


      *Martin Granovsky é licenciado em História, colunista do jornal Página 12, apresentador do canal CN23 e coordenador da TV do Clacso (Conselho Latino-americano de Ciências Sociais)

        Buenos Aires faz vigília contra o golpe no Brasil.

        América Latina

        Buenos Aires faz vigília contra o golpe no Brasil


        Coletivo Passarinho
        O acampamento foi montado em frente à embaixada do Brasil em Buenos AiresO acampamento foi montado em frente à embaixada do Brasil em Buenos Aires
        As atividades no Parque Lezama duraram mais de 24 horas. Os argentinos protestaram com música, palavras de ordem e indignação. Depois da jornada de luta, os manifestantes seguiram para a frente da embaixada do Brasil na Argentina, onde montaram um acampamento que deve permanecer durante todo o tempo que o processo de impeachment estiver acontecendo no Senado Federal em Brasília.

        As atividades foram organizadas pelo coletivo Passarinho, integrado por brasileiros que vivem em Buenos Aires, e apoiada por diversas organizações e movimentos sociais argentinos.

        No acampamento, os manifestantes realizaram debates sobre os rumos políticos da América Latina. A conversa contou com a presença de militantes da Colômbia, Honduras, Guatemala, El Salvador e Haiti.

        O coletivo Passarinho já organizou diversas atividades para denunciar o golpe no Brasil. São eles os responsáveis pela recepção com vaias e cartazes de rechaço do ministro interino das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, em visita à Argentina recentemente.
         

        Do Portal Vermelho, com Resumen Latino-Americano

          Evo Morales vai retirar embaixador do Brasil se golpe for consolidado.

          Brasil

          Evo Morales vai retirar embaixador do Brasil se golpe for consolidado


          AFP
          Evo disse que seu país defende a democracia e a paz, por isso não compactua com o golpe contra DilmaEvo disse que seu país defende a democracia e a paz, por isso não compactua com o golpe contra Dilma
          Para Evo, o julgamento político de Dilma é injusto e vergonhoso porque significa a concretização de uma conspiração do imperialismo norte-americano. “O único juiz que pode sancionar sua conduta política é o povo, os outros cumprem o vergonhoso encargo do império. Força, Dilma!”.

          Evo tem se posicionado com veemência em defesa de Dilma e da democracia brasileira. Nesta segunda-feira (29) ele também enviou uma série de mensagem de apoio à presidenta.

          Ainda por meio de sua conta oficial no microblog, o presidente do país andino manifestou indignação com o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos) que não tem usado sua posição para interferir no processo de impeachment no Brasil como ele acredita que deveria ser. “Onde está Almagro? Quando se conspira contra governos democráticos de esquerda não há Almagro. [Ele] só aparece para defender a direita”.

          A citação diz respeito à intenção de Almagro de invocar a Carta Democrática Interamericana da OEA contra a Venezuela devido à crise política que o país enfrenta.

          O julgamento contra Dilma Rousseff deve encerrar nesta quarta-feira (31), depois que todos os senadores inscritos completarem sua participação no processo.
           

          Do Portal Vermelho

          Maduro denuncia investida imperialista contra o Brasil.

          Brasil

          Maduro denuncia investida imperialista contra o Brasil


          Divulgação
          Maduro diz que corre risco de vida com tentativa de golpe dos Estados Unidos contra seu paísMaduro diz que corre risco de vida com tentativa de golpe dos Estados Unidos contra seu país
          "É uma investida imperialista contra todos, uma investida continental das oligarquias e da direita pró-imperial contra todos os líderes, governos e movimentos progressistas e populares da esquerda revolucionária", declarou o mandatário durante um ato que reuniu milhares de pessoas em Caracas.
          Segundo ele, a investida também atinge os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Bolívia, Evo Morales, além de movimentos de esquerda na América Latina.

          Nesse sentido, Maduro convocou seus simpatizantes à resistência pois, de acordo com ele, "somos milhões e esta batalha vai muito além das fronteiras da Venezuela".

          Maduro comentou também o caso do vice-ministro boliviano Rodolfo Illanes, assassinado nesta semana durante um protesto de mineiros, episódio que, de acordo com Maduro, ocorreu para “gerar violência".

          Ele citou também que os “ataques” de militares contra Rafael Correa no Equador, que teriam sido feitos com o objetivo de "criar uma crise militar".

          A afirmação foi feita em referência a declarações do mandatário equatoriano de que alguns membros das Forças Armadas no país não reconheceriam sua autoridade.

          Para o chefe de Estado da Venezuela, as ações “desestabilizadoras” na região pertencem ao que denominou como “novo Plano Condor”, que seria executado a partir dos Estados Unidos a fim de fazer “desaparecer as forças progressistas”.

          "Eu digo ao imperialismo que, com Dilma no Brasil, com Evo na Bolívia, com Correa no Equador, com Daniel (Ortega) na Nicarágua (...), a Venezuela vai lutar por seu direito de ter um caminho soberano, independente e próprio", afirmou Maduro.

          Ele acrescentou a existência de um suposto plano “golpista” contra seu governo, elaborado pelos EUA, e por isso pediu à população venezuelana que “paralise o país” caso o plano se concretize ou atentem contra sua vida.
           

          Do Portal Vermelho, com Opera Mundi