quarta-feira, 31 de agosto de 2016

China condena terrorismo contra sua embaixada no Quirguistão.


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China condena terrorismo contra sua embaixada no Quirguistão


Ataque feriu três funcionários da embaixada chinesa no QuirguistãoAtaque feriu três funcionários da embaixada chinesa no Quirguistão
A representação chinesa na capital daquele país, Bichkek, foi atacada por um carro-bomba na manhã de terça-feira, o que causou ferimentos em três funcionários, disse a porta-voz Hua Chunying numa coletiva de imprensa.

Em sua declaração, Hua chamou o terrorismo "um inimigo público da comunidade internacional", assim como a ameaça mais grave na região.

Hua manifestou que a China está disposta a cooperar com o Quirguistão e com outros países na região para combater o terrorismo e manter a segurança e estabilidade regionais.

Hua enfatizou que a China é contra o terrorismo de qualquer forma, e afirmou que o país continuará garantindo a segurança dos cidadãos e instituições chineses em outros países. 


Fonte: Xinhua

    Esquerda espanhola pede que PSOE tente governo alternativo a Rajoy.

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    Album pessoal/Facebook
    Pablo IglesiasPablo Iglesias
    Em um discurso ante o Congresso dos Deputados, onde Rajoy se submeterá nesta quarta a uma moção de confiança para tentar sua reeleição como presidente do Executivo, Iglesias pediu a seu par do PSOE, Pedro Sánchez, que explorasse uma aliança entre os partidos progressistas.

    O também secretário geral do Podemos, que junto ao Esquerda Unida representa a terceira força política na Espanha com 71 deputados, voltou a estender a mão a Sánchez para estudar uma opção diferente à direita representada pelo Partido Popular (PP) de Rajoy.

    Dessa forma, pediu à organização social-democrata, principal partido da oposição com 85 vagas no Congresso, que deixasse de lado outras disputas menores e que se tentasse esse pacto para retirar o PP do Palácio de la Moncloa e se evitassem terceiras eleições.

    Depois das eleições gerais de 20 de dezembro de 2015, que puseram fim a décadas de bipartidarismo PP-PSOE, Iglesias e Sánchez tentaram uma aproximação, que não resultou em nada por causa do acordo assinado entre os socialistas e o direitista Ciudadanos.

    Esse pacto aumentou a distância entre ambas as formações e constituiu um dos principais motivos que arrastaram os espanhóis a um segundo encontro com as urnas, a 26 de junho, no qual nenhum partido tampouco conseguiu maioria absoluta para governar sozinho.

    "Sabemos que é difícil, mas estamos dispostos a tentá-lo. Apesar das diferenças, os problemas e os receios mútuos" a realidade nos empurra a buscar acordos, disse Iglesias a seu homólogo socialista.

    Em sua opinião, outra administração de Rajoy seria um desastre para a população, que é pela qual o Podemos – recordou – chegou ao parlamento.

    Ele fez novas críticas aos cortes orçamentais aplicados pelo PP em seus quatro anos de administração, em particular os que atingiram áreas sensíveis como a saúde e a educação, além do aumento da desigualdade e da pobreza.

    Também acusou Rajoy de representar o partido da corrupção, fundado por "ex-ministros da ditadura" do general Francisco Franco (1936-1975).

    "Falar de sua administração é falar de corrupção. A corrupção está nos genes de seu partido, senhor Rajoy, desde que foi fundado pelos ex-ministros vinculados ao mais corrupto dos regimes que existiu em nosso país", reforçou.

    Denunciou o "déficit democrático" existente, quando o parlamento espanhol, alertou, não pode decidir e as resoluções são tomadas pelos poderes financeiros ou pela chanceler alemã, Angela Merkel.

    "Sua ideia de Espanha está ligada a você", mas "a Espanha não é você. A Espanha não é seu governo. A Espanha é a gente, não os investidores nem os parceiros europeus", sentenciou.


    Fonte: Prensa Latina

      Imprensa internacional define o que aconteceu no Brasil: é golpe.

      Brasil

      Imprensa internacional define o que aconteceu no Brasil: é golpe


      Captura de tela de página do Daily Beast
      Dilma Rousseff: Uma mulher forte derrubada por homens fracos do BrasilDilma Rousseff: Uma mulher forte derrubada por homens fracos do Brasil
      Veículos nos Estados Unidos, na Europa, na América do Sul e na Ásia trataram nesta quarta-feira (31) o processo de afastamento da presidenta Dilma como "injusto" e um "castigo desproporcional". O jornal americano The Washington Postafirmou que os senadores "Se uniram pela retirada de Dilma sabendo que seria injusto".

      Ao contrário do que a mídia corporativa brasileira tem procurado afirmar, para jornais de fora do Brasil, como o francês Le Monde, "Dilma é vítima de um golpe encenado por seus adversários".

      E emissora russa de televisão Russia Today (RT) ainda denuncia, dizendo que "60% do congresso é acusado de corrupção", e que eles contra-atacam Dilma, "que tentou fazer uma limpeza no congresso”.

      Tragicomédia foi a palavra escolhida tanto pelo jornal português Público quanto pelo argentino Página 12. A rede catariana Al-Jazeera, árabe, e que é porta-voz do governo do Catar, preferiu escolher a palavra hipocrisia para definir o processo.

      Em um artigo anterior à votação, o The Guardian acrescenta que as explicações dadas são apenas “pretexto” para a remoção de Dilma do poder. As verdadeiras razões para o impeachment, segundo o jornal, “são políticas”.

      Atrás da motivação para derrubar Dilma, de acordo com o jornal, estão alguns políticos “claramente motivados por um desejo de matar a investigação da Lava Jato, o que Dilma Rousseff se recusou a fazer”.

      O jornal lembra que o impeachment foi iniciado pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, depois que o PT se recusou a protegê-lo de uma investigação no comitê de ética da Casa.

      O The Guardian informa também que conversas secretamente gravadas revelaram que o líder do PMDB no Senado, Romero Jucá, queria remover a presidenta para que a investigação da Lava Jato pudesse ser “sufocada por seu sucessor”.

      Já o site americano The Daily Beast afirma que Dilma Rousseff sairá formalmente do governo, apesar de ter protagonizado "uma última resistência incansável contra as acusações de irregularidades fiscais movidas contra ela, que muitos no Brasil veem como uma cortina de fumaça para sua remoção a qualquer custo". O jornal lembra a frase de Dilma, durante o depoimento no Senado, que durou 14 horas: "Estamos a um passo de assistir a um golpe [parlamentar de Estado] real".


      Do Portal Vermelho, com agências

        PC Português divulga nota sobre golpe de Estado no Brasil.

        Brasil

        PC Português divulga nota sobre golpe de Estado no Brasil


        Captura de tela de página do PCP
        Site do PCPSite do PCP
        Confira abaixo a íntegra da nota:

        A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, acaba de ser destituída das funções para que foi eleita por 54 milhões de brasileiros. A decisão do Senado brasileiro culmina um processo de autêntico golpe de Estado institucional. Não se trata do afastamento das suas altas funções de alguém que cometeu qualquer crime que o justificasse. Antes pelo contrário.

        Trata-se de uma grande operação do grande capital brasileiro para pôr em causa o processo de mudanças sociais e de afirmação soberana, iniciado com a Presidência de Lula da Silva em Janeiro de 2003, e reverter avanços verificados, tirando partido da maioria nas instituições do Estado e dos problemas econômicos provocados pela crise do capitalismo. Um processo que, ao mesmo tempo, constitui uma vingança por Dilma ter recusado ceder a chantagens para dar cobertura ao então Presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha e a outros elementos acusados no processo “Lava Jato”, e uma desforra política da derrota imposta ao candidato da reação nas eleições presidenciais de Outubro de 2014.

        A destituição da Presidente Dilma Rousseff cria no Brasil uma situação complexa e perigosa. Tanto mais quando o golpe agora consumado se insere numa ofensiva mais ampla do imperialismo norte-americano e das oligarquias latino-americanas visando recuperar posições perdidas, derrotar os processos progressistas em países como a Venezuela, a Bolívia, o Equador, a Nicarágua, destruir os avanços de integração solidária anti-imperialista que percorrem a América do Sul e Caraíbas.

        A luta dos trabalhadores e das massas populares brasileiras contra o processo golpista prosseguirá e ampliar-se-á perante a política antidemocrática, antipopular e de sujeição ao imperialismo do governo reacionário do usurpador Michel Temer. As grandes manifestações ontem realizadas em São Paulo e noutras cidades brasileiras mostram que os golpistas encontrarão pela frente uma forte resistência popular.

        Nesta encruzilhada do Brasil, o PCP confirma a sua solidariedade aos comunistas e demais forças democráticas, patrióticas e progressistas brasileiras e reitera a sua confiança em que o povo deste grande país derrotará os mais perigosos projetos da reação golpista e prosseguirá o caminho das transformações políticas, econômicas e sociais que a sociedade brasileira reclama.


        Do Portal Vermelho, com informações do site do PCP

          Aliados de Dilma contestam cálculos de adversários.

          Brasil


          Aliados de Dilma contestam cálculos de adversários


          Edilson Rodrigues/Agência Senado
            
          Com a proximidade do encerramento da sessão do impeachment da presidenta Dilma Rousseff nesta terça (30), no Senado, parlamentares fazem contas. Para o ex-ministro do Planejamento do governo Temer, senador Romero Jucá (PMDB-RR), e o ministro provisório da Casa Civil, Eliseu Padilha, a expectativa é de 60 votos pela perda do mandato. Já para os aliados de Dilma como Lindbergh Farias (PT-RS) e Jorge Viana (PT-AC), os adversários possuem 52 votos, faltando dois necessários para aprovar o impeachment. O grupo dá como certo 29 votos contra.

          O senador Romero Jucá, que tem dedicado os últimos dias a articulações pelo impeachment, diz que ele poderia até falar em 62 votos, mas que dois apoios estão indefinidos. No grupo de apoio a Dilma, o principal negociador tem sido o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner – e o que se fala é que as conversas correm soltas.

          A maior surpresa da terça-feira, no entanto, foi o desmentido feito pelo senador Hélio José (PMDB-DF), que na noite de ontem indicou uma mudança para se posicionar favorável à presidenta e contra o impeachment. O parlamentar tinha votado pela admissibilidade do afastamento de Dilma e protagonizou, recentemente, uma crise política no DF – flagrado numa gravação em que dizia que tinha “os cargos que quisesse no Ministério do Planejamento”, no governo provisório de Michel Temer.

          Depois de atritos com o governo interino e após ter participado de muitas conversas com integrantes do PT, ele anunciou uma mudança na forma como iria votar. Nesta terça-feira, entretanto, chegou quieto ao Senado dizendo que após avaliar até o final o discurso da presidenta, achou que houve, sim, descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

          Perguntado por jornalistas sobre reuniões que teria tido nas últimas horas a respeito de cargos com integrantes do governo Temer, Hélio José desconversou. Ressaltou que a gravação divulgada na imprensa foi editada e que ele não recebeu compromisso de ter direito a indicar cargo algum, nem chegou a pedir por isso. Também negou que tivesse participado de uma última conversa com peemedebistas.

          O movimento “deixo- não deixo” sobre apoio ou não ao impeachment, feito por Hélio José, levou a debates no cafezinho do Senado e, até, a piadas entre os senadores. Político considerado de baixo clero em Brasília, ele chegou a ser candidato a deputado distrital e perdeu as eleições. Emplacou uma chapa como suplente do então senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) em 2010 por orientação do PMDB e, em 2014, para surpresa dele próprio, foi chamado a assumir o cargo depois da eleição de Rollemberg para o governo do Distrito Federal.

          “Já pensou no Hélio José dirigindo um órgão do Ministério do Planejamento?”, questionou hoje um integrante do PT. Mas as contradições do senador terminaram inspirando a criação de vários memes nas redes sociais, principalmente relacionados às suas frases. Durante a votação que admitiu o processo de impeachment, ele disse que “tinha convicção de que as provas (contra a presidenta) eram robustas”.

          Ontem, o senador afirmou que ao analisar o conjunto da peça probatória ficou “impressionado com a fala do senador Paulo Paim (PT-RS)” e, por isso, estava quase convencido que era preciso votar contra o impeachment para evitar perdas de direitos para os trabalhadores. Hoje, o discurso defendido foi de que ele votará pelo impeachment “independentemente de vir a receber ou não cargos no governo Temer”.

          'Revelação' de Otto Alencar
          Outra surpresa foi o posicionamento do senador Otto Alencar (PSD-BA). Ele vinha se esquivando de confirmar a forma como iria votar e dava esperanças por parte dos dois lados. Alencar foi, ao longo do mês, bastante procurado pelos aliados de Temer e chegou a participar de uma solenidade no Palácio do Planalto, duas semanas atrás – o que foi considerado um sinal de que iria votar com a base aliada do governo provisório. Mas o cômputo ficou para o lado dos aliados da presidenta Dilma.

          O senador baiano disse que votará contra o impeachment. Ele foi eleito pela chapa do ex-ministro Jaques Wagner para o Senado (quando Wagner foi reeleito governador, pelo PT, em 2010), mas sempre foi considerado um político aliado ao DEM e ao PMDB no seu estado. “Estavam dizendo que sou um dos indecisos, portanto, o momento exige que eu me posicione desde já e estou fazendo isso”, afirmou, sem muitas justificativas.

          Um outro impasse diz respeito ao voto do senador Roberto Rocha (PSB-MA). Da mesma forma que os outros citados, Rocha tem sido abordado pelos dois lados e ainda não confirmou como vai votar. Hoje, alguns veículos de comunicação mencionaram que, durante as negociações com a base de Michel Temer, tinha sido proposto a ele que, se votasse pelo impeachment, seria contemplado com uma das diretorias do Banco do Nordeste. Ninguém confirmou nem negou a informação até agora.

          Mota continua com Dilma
          Também ontem, na abertura dos trabalhos, o senador Telmário Mota (PDT-RR) – que votou contra o impeachment e tinha dito que estava indeciso – confirmou seu voto. Mota divulgou uma nota dizendo que ficou o dia todo “pensando sozinho sobre a decisão que tomaria, mas faltava questionar a presidenta sobre como será a sua governabilidade caso ela volte ao poder”.

          E afirmou: “Dilma acaba de me convencer de que buscará ‘os bons’ para governar ao lado dela”. Na verdade, sabe-se que a nota foi só uma justificativa do senador para dizer aos com quem manteve entendimentos que realmente votará favorável à presidenta afastada.

          Outro que disse que tudo dependeria da avaliação que fosse fazer ao final do discurso de Dilma foi o senador Jáder Barbalho (PMDB-PA). Barbalho participou dos governos do PT durante mais de oito anos e seu filho, Hélder Barbalho, ocupou o cargo de ministro dos Portos, no governo Dilma. Hoje, Hélder é titular da pasta de Integração Nacional.

          O senador paraense se absteve de votar na primeira sessão que admitiu o impeachment, com o argumento de que estava hospitalizado, na época. Ontem, ele só chegou ao Senado no meio da tarde. Seu voto é tido como favorável ao impeachment pelos peemedebistas, mas o senador levou a suposições diversas sobre sua conduta, nas últimas 24 horas.

          Há pouco, o senador Fernando Collor (PTB-AL), que tinha conversado por longas horas com Dilma Rousseff na última sexta-feira, no Palácio do Alvorada – e era considerado um dos parlamentares indecisos – subiu ao plenário. Collor leu trechos da carta da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no período do seu impeachment e ressaltou em tom solene: “Faço minhas, hoje, as palavras que foram registradas neste documento de 24 anos atrás”, confirmando que votará pelo afastamento da presidenta.

          Em meio a choros, defesas, acusações e desaparecimentos rápidos dos parlamentares do plenário por uma ou até duas horas para "pequenas reuniões", o que é dado como certo por observadores diversos é que, de agora até o final da sessão, o ambiente que perdura no Senado diz respeito muito mais às confissões sobre votos e quem ficará ao lado de quem do que ao conteúdo dos discursos que estão sendo proferidos sobre apoio à democracia ou rompimentos constitucionais.
           

          Fonte: Rede Brasil Atual 

            Câmara aprova medida que entrega Brasil à privatização.

            Brasil

            Câmara aprova medida que entrega Brasil à privatização


            Luis Macedo / Câmara dos Deputados
              
            O Plenário da Câmara aprovou, na tarde desta terça-feira (30), a Medida Provisória (MP) 727/16, que cria o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). O PPI foi proposto nos primeiros dias do governo interino de Michel Temer com o suposto objetivo de tornar “mais ágeis” as concessões públicas, “ao eliminar entraves burocráticos e excesso de interferências”.

            O programa lista empreendimentos públicos a serem executados pelo setor privado. Segundo consta na proposta original, ele “garante segurança jurídica aos investidores privados, estabelece regras estáveis e fortalece a autonomia das agências reguladoras para expandir a oferta de infraestrutura”.

            Para o líder da Bancada Comunista na Câmara, deputado Daniel Almeida (BA), a medida é mais uma proposta de cunho entreguista, que promove a terceirização e o abandono da função do Estado enquanto coordenador de projetos. “Eles querem desestruturar o Estado brasileiro, terceirizá-lo. A MP coloca o BNDES e o sistema financeiro a serviço do mercado”, aponta o parlamentar.

            A medida também cria o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos como órgão de assessoramento da Presidência. Esse conselho será presidido pelo próprio presidente da República e integrado pelo secretário do PPI e pelos ministros da Casa Civil, da Fazenda, do Planejamento, dos Transportes e do Meio Ambiente, além do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

            A líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), enfatiza que a MP faz o BNDES voltar a ser o que era no governo Fernando Henrique: um agente financiador de privatizações, não do desenvolvimento do povo. Jandira ainda salienta que a medida permite interferência privada indevida e descontrolada nos projetos, o que facilita a corrupção.

            “A agenda do governo ilegítimo mostra a que veio. Esta medida institucionaliza a corrupção. Se faz um tal de Faep (Fundo de Apoio à Estruturação de Parcerias), que é um fundo criado como figura direito-privado, para que os bancos o componham e, sem controle, o governo encomenda a contratação das empresas de projeto”, aponta Jandira.

            Por acordo entre os partidos, foram excluídas mudanças na Lei de Licitações (8.666/93). Na proposta original, criava-se a estruturação integrada, com a qual uma única empresa poderia realizar todas as atividades de estudos e projetos de engenharia, arquitetura e outros para viabilizar a liberação, a licitação e a contratação do empreendimento. A matéria segue agora para apreciação do Senado.


             Fonte: PCdoB na Câmara, com informações da Agência Câmara

            Senadores querem que MP investigue testemunhas da acusação.

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            Senadores querem que MP investigue testemunhas da acusação
            Roque de Sá/Agência Senado
              
            Na quinta-feira (25), Antônio D’Ávila falou aos senadores como testemunha e Júlio Marcelo, na condição de informante. Para os parlamentares contrários ao impeachment, os dois, principalmente o auditor do TCU, não cumpriram com os deveres de testemunha leal ao processo e com suas atribuições funcionais. Eles pedem que ambos sejam investigados por prevaricação, falso testemunho, deslealdade às instituições, violação do dever de imparcialidade e deveres funcionais.

            Júlio Marcelo foi o responsável pelo parecer que levou à condenação, pelo TCU, das contas da presidenta Dilma Rousseff em 2014 e sugere a condenação também em 2015. Os senadores acusam o procurador de ter modificado entendimentos consagrados no tribunal e induzido os ministros a condenarem a presidenta.

            Para os parlamentares do PCdoB, PT, PDT e Rede - autores das representações - D'Ávila admitiu em seu testemunho que ajudou a produzir o relatório de Júlio Marcelo, que depois passou pelo crivo do próprio D'Ávila no TCU, o que invalidaria o procedimento por falta de isenção.

            "O senhor Antônio D’Ávila depunha aqui na condição de testemunha e incorreu em uma sequência de contradições gravíssimas que apontam que ele, em determinada fase do processo, atuou como representante e depois atuou para julgar a própria representação que subsidiou", argumentou o senador Randolfe Rodrigues (Rede).

            Segundo ele, uma contradição teria ficado “latente” quando o auditor admitiu, em resposta a uma pergunta sua, ter participado da elaboração da representação do procurador Júlio Marcelo contra a presidente afastada. "No nosso entender, houve deslealdade ao processo ou uma clara e declarada má-fé por parte desses senhores", acrescentou.

            As representações são baseadas no artigo 211 do Código de Processo Penal, que diz “se o juiz, ao pronunciar a sentença final, reconhecer que alguma testemunha fez afirmação falsa, calou, ou negou a verdade, remeterá cópia do documento para autoridade policial para a instauração de inquérito”.

            “Considero, como são testemunhas que vieram a este plenário, importante trazer a este julgamento esta medida tomada pela minoria parlamentar e solicito que seja integrado aos autos deste julgamento”, disse Randolfe ao pedir a juntada das representações aos autos do processo de impeachment.

            No vídeo abaixo, Randolfe Rodrigues e Humberto Costa falam sobre as represntações. Confira:



             

             Do Portal Vermelho, com agências