Brasil
Kátia Abreu: Impeachment “nasceu da vingança sórdida de Eduardo Cunha”
Primeira a usar o tempo reservado a senadores inscritos no quarto dia de julgamento do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), afirmou que o processo não tem base jurídica, mas é baseado na vingança do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Reprodução TV Senado
“Não tenho dúvida que esse impeachment é um processo que nasceu da vingança sórdida de Eduardo Cunha [ex-presidente da Câmara dos Deputados] e da ganância de um pequeno grupo pelo poder”, afirmou. Em tom inflamado, ela concluiu dizendo que “a história do Brasil vai contar aos brasileiros de hoje e do futuro o que estamos assistindo aqui”.Em resposta ao pronunciamento da senadora, Dilma afirmou que o processo contra ela “coloca em causa o futuro do país”. “A partir de agora, sem base em questões juridicamente fundadas, será possível afastar governantes de suas funções. Se isso não é instabilidade política, eu acredito que poucas coisas são”, disse. Segundo ela, com o impeachment, a instabilidade jurídica estará instalada.
“O presidencialismo vai exigir que nós tenhamos base para pedir impeachment. Na minha fala, eu disse que haverá precedente. É grave porque atingirá outros presidentes da República. Mas, sobretudo, é grave porque atingirá governadores e prefeitos eleitos agora, a partir de agora. Sem base em questões juridicamente fundadas, será possível afastar governantes das suas funções. Se isso não é instabilidade política, eu acredito que poucas coisas são”, afirmou.
Dilma afirmou que é necessário ter embasamento jurídico para o impeachment; caso contrário, a crise, em vez de acabar, vai se ampliar e virar uma crise “quase estrutural... Nenhum contrato fica a salvo a partir daí”, afirmou.
Do Portal Vermelho, com informações de agências
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