domingo, 28 de agosto de 2016

Propostas não falam como candidatos executarão ideias.

Comercio do Jahu
Propostas não falam como candidatos executarão ideias
Maioria dos projetos de governo apresentada pelos candidatos é vaga; declaração de bens tem dois extremosParte inferior do formulário
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http://www.comerciodojahu.com.br/arquivos/auto/noticias/160827204658_Pagina3a.jpgRepresentantes de candidatos e Lauro Pacheco estiveram na sede do "Comércio": cobertura eleitoral BEATRIZ ZAMBONATO SANTOS
João Guilherme D"Arcadia, Matheus Orlando e Alcir Zago
Se o eleitor jauense dependesse exclusivamente das propostas de governo formalizadas na Justiça Eleitoral, teria dificuldades em entender como os candidatos a prefeito pretendem executar suas ideias caso sejam eleitos. A maior parte dos documentos é vaga, não fixa prazo para execução das metas e muito menos menciona qual será a fonte de recursos para efetivar os planos.
A submissão de um documento com as ações de governo é obrigatória. Muitos comitês, contudo, tratam essa exigência como mais uma entre tantas formalidades que são colocadas à apreciação da Justiça. O problema é que este material é o único conteúdo oficial e assinado pelos concorrentes com seus projetos para a cidade.
Rafael Agostini (PSB) e Ivan Cassaro apresentaram apenas uma página. Lauro Pacheco (PSOL) e Maurício Murgel (Rede) sintetizaram suas ideias em duas páginas. Paulo de Tarso Nuñes Chiode (PHS) e Edison Ladeira (PT) foram os únicos a discorrer em mais espaço (veja quadro).
Para além do aspecto quantitativo, o que mais chama atenção é o tom genérico das metas. Pacheco sugere a construção de 4 mil casas, o que criaria um bairro com a população semelhante à de Itapuí. Murgel propõe implementar as diretrizes do Plano Diretor, prestes a ser revisado novamente. Ladeira retirou trechos da proposta do PT para Sertãozinho. Chiode quer revisar contratos de concessões, mas não esclarece como o fará juridicamente. Cassaro sugere auxiliares as empresas, mas não detalha a maneira institucional de viabilizar a ajuda. Agostini aposta na vaga sugestão de tornar a cidade mais integrada do ponto de vista urbanístico e cultural.
É evidente que, sobretudo nas propostas mais encorpadas, há metas factíveis de gestão. A íntegra está disponível na web (leia texto).
Desafio
O presidente da Associação Paulista de Municípios (APM), Carlos Cruz, afirma que o grande desafio das campanhas é conseguir se comunicar com a população – e, neste momento, a proposta de governo faz a diferença. Ele não abordou especificamente a situação de Jaú.
“O perfil do cidadão está mudando. Aquele homem público que ‘beijava criança’ e ‘discursava em enterro’ não serve mais. Embora o eleitorado demonstre desinteresse no processo eleitoral como um todo, isso não se confirma nas urnas”, analisa.
GALERIA DE IMAGENS:(CLIQUE PARA AMPLIAR)


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