Comercio do Jahu
Propostas não falam como
candidatos executarão ideias
Maioria dos projetos de governo apresentada pelos
candidatos é vaga; declaração de bens tem dois extremos
PUBLICIDADE
Representantes de candidatos e Lauro Pacheco
estiveram na sede do "Comércio": cobertura eleitoral BEATRIZ
ZAMBONATO SANTOS
João
Guilherme D"Arcadia, Matheus Orlando e Alcir Zago
Se o
eleitor jauense dependesse exclusivamente das propostas de governo formalizadas
na Justiça Eleitoral, teria dificuldades em entender como os candidatos a
prefeito pretendem executar suas ideias caso sejam eleitos. A maior parte dos
documentos é vaga, não fixa prazo para execução das metas e muito menos
menciona qual será a fonte de recursos para efetivar os planos.
A
submissão de um documento com as ações de governo é obrigatória. Muitos
comitês, contudo, tratam essa exigência como mais uma entre tantas formalidades
que são colocadas à apreciação da Justiça. O problema é que este material é o
único conteúdo oficial e assinado pelos concorrentes com seus projetos para a
cidade.
Rafael
Agostini (PSB) e Ivan Cassaro apresentaram apenas uma página. Lauro Pacheco
(PSOL) e Maurício Murgel (Rede) sintetizaram suas ideias em duas páginas. Paulo
de Tarso Nuñes Chiode (PHS) e Edison Ladeira (PT) foram os únicos a discorrer
em mais espaço (veja quadro).
Para além
do aspecto quantitativo, o que mais chama atenção é o tom genérico das metas.
Pacheco sugere a construção de 4 mil casas, o que criaria um bairro com a
população semelhante à de Itapuí. Murgel propõe implementar as diretrizes do
Plano Diretor, prestes a ser revisado novamente. Ladeira retirou trechos da
proposta do PT para Sertãozinho. Chiode quer revisar contratos de concessões,
mas não esclarece como o fará juridicamente. Cassaro sugere auxiliares as
empresas, mas não detalha a maneira institucional de viabilizar a ajuda.
Agostini aposta na vaga sugestão de tornar a cidade mais integrada do ponto de
vista urbanístico e cultural.
É
evidente que, sobretudo nas propostas mais encorpadas, há metas factíveis de
gestão. A íntegra está disponível na web (leia texto).
Desafio
O
presidente da Associação Paulista de Municípios (APM), Carlos Cruz, afirma que
o grande desafio das campanhas é conseguir se comunicar com a população – e,
neste momento, a proposta de governo faz a diferença. Ele não abordou
especificamente a situação de Jaú.
“O perfil
do cidadão está mudando. Aquele homem público que ‘beijava criança’ e
‘discursava em enterro’ não serve mais. Embora o eleitorado demonstre
desinteresse no processo eleitoral como um todo, isso não se confirma nas
urnas”, analisa.
GALERIA DE IMAGENS:(CLIQUE PARA AMPLIAR)






Nenhum comentário:
Postar um comentário