Brasil
Senadora Vanessa destaca rejeição do povo a Temer na “vaia olímpica”
A “vaia olímpica” que o presidente ilegítimo Michel Temer recebeu na abertura dos Jogos Paralímpicos, nesta quarta-feira (7) recebeu destaque no artigo que a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) publicou, nesta sexta-feira (9), no jornal Folha de São Paulo. Ao contrário da mais bela e exuberante abertura de Jogos Olímpicos, nas palavras da senadora, o presidente ilegítimo foi apontado como “o ponto fora da curva.”
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Vanessa quer saber "como se comportarão as senadoras e senadores diante dessa gigantesca repulsa popular a Michel Temer?”
“Com suas contradições a cada dia mais expostas e acossado por pesquisas que indicam que a maioria do povo brasileiro não o quer, ele se submeteu ao constrangimento de ordenar que seu nome não fosse mencionado em momento algum por temor de vaias”, contou a parlamentar, acrescentando que “finalmente ao falar, sem nem sequer ser anunciado, fez, de forma camuflada, a abertura oficial das Olimpíadas por meio de curta e balbuciante declaração, abafada por estrondosa vaia, noticiada por todos os meios de comunicação do Brasil e do mundo.”Para a parlamentar, “a vida é feita de gestos.” E eles “revelam o caráter das pessoas e explicam por que há tanta diferença de atitude entre uma presidenta legítima e um usurpador, como se pôde constatar na abertura de dois megaeventos — Copa do Mundo e Olimpíada —, ambos, aliás, conquistados nos governos de Lula e Dilma.”
E lembrou que, "apesar de ter sido agredida, xingada, desrespeitada, violentada por palavras preconceituosas e machistas", na abertura da Copa do Mundo em 2014, a presidenta eleita manteve-se “de pé, altiva, enfrentando tudo de cabeça erguida”, enquanto no ato solene da Olimpíada, o interino Temer se escondeu co medo das vaias.
“Quanta diferença!”
Para analisar a diferença entre os dois, a senadora destaca que “Dilma tinha consciência de sua legitimidade e pressentia que era apenas vítima de uma trama golpista”, enquanto “o usurpador igualmente tem consciência de sua ilegitimidade e fragilidade, tanto porque sabe que sua ‘interinidade’ foi obtida por tramas sórdidas e ilegais, como pela repulsa popular, que se agiganta.”
No mesmo dia da abertura da Paralimpíada, foi divulgado pela “Carta Capital” que em torno de 80% da população não quer Temer, “o que explica as fundadas preocupações do interino em tentar se esconder de vaias”, destacou a senadora.
E, segundo ela, a rejeição do povo a Temer se baseia no fato de que “afastaram a presidenta baseados no chamado ‘conjunto da obra’, sob o pretexto de que Dilma tinha perdido o apoio popular e, portanto, a governabilidade.” Em seguida, questiona: “E agora, com a coerência cobrando atitude idêntica, como se comportarão as senadoras e senadores diante dessa gigantesca repulsa popular a Michel Temer?”
Para Vanessa Grazziotin, “ficar do lado justo é estar ao lado do povo, mesmo que o senso comum não o perceba! Mas a história e o tempo são implacáveis! Repõem tudo em seu devido lugar, pois como afirma Goethe, ‘a sentença falada se dedica ao presente e o que se escreve ao futuro’, especialmente quando se sabe que ‘pensar é fácil; agir é difícil; e agir conforme o que pensamos é mais difícil ainda’.”
De Brasília
Márcia Xavier
Márcia Xavier
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