sábado, 10 de setembro de 2016

Desdobramento da Lava Jato sobre o PMDB traz poucos avanços

Brasil

Desdobramento da Lava Jato sobre o PMDB traz poucos avanços


  
Entre elas, a Polícia Federal identificou que um dos alvos da Catilinárias e aliado do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o peemedebista Nelson Bornier, ligou 24 vezes para a desembargadora Odete Knaack de Sousa, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em quatro dias de dezembro do último ano.

Bornier é prefeito de Nova Iguaçu (RJ) e também próximo do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e teve a sua residência alvo de busca e apreensão da Catilinárias, um desdobramento da Operação Lava Jato que atinge as principais lideranças do PMDB.

A Operação deflagrada também teve como mira o próprio Eduardo Cunha, os ex-ministros de Temer Celso Pansera e Henrique Eduardo Alves, o senador Edison Lobão, o deputado Aníbal Gomes, braço direito de Renan Calheiros, e o ex-deputado Alexandre José dos Santos.

De acordo com o relatório da Polícia Federal, que foi concluído no dia 15 de julho mas anexo aos autos do processo no Supremo apenas nesta terça (6), os registros das 24 chamadas para a desembargadora "infere que Nelson Bornier possa ter alguma relação mais próxima com a magistrada, ainda sem qualquer relação com a investigação".

O político ainda registrou o contato de Odete Knaack de Sousa sob o codinome de "Ambulância". E sob o nome de "Bombeiros", há ainda outras seis chamadas encontradas feitas para o número de Lucir Leone Bronier de Oliveira, atual esposa de Nelson.

Em resposta, o prefeito afirmou que a desembargadora o chamou "insistentemente" no último ano para "tratar da PEC da Bengala". A desembargadora estaria "muito preocupada" em saber quando a PEC seria promulgada e telefonava para Bornier disposta a saber notícias sobre o projeto de emenda constitucional, uma vez que o filho do prefeito é deputado federal.
 

fonte: Jornal GGN

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